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Roberto Moreno é consultor em comunicação interativa e trabalha em internet há 11 anos. Foi gerente internacional do UOL, editor do portal GuiaMauá e diretor da agência digital Umbigo da Rede.


O autor permite a reprodução do conteúdo deste blog em outros meios digitais desde que citada a fonte e com link de retorno.
Para publicação em jornais, revistas e outros meios impressos, entre em contato pelo e-mail roberto@moreno.blog.br

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A ressurreição dos terminais burros

Como trabalho há muito tempo com informática e internet, de vez em quando alguém pede umas dicas para compra de computador. Geralmente, minha sugestão padrão para uso doméstico é um equipamento na faixa de R$ 2 mil, em qualquer época. Hoje, seria um Pentium 4 com HD de 100GB e 1GB de RAM.

Mas isso está mudando. E a mudança é para o passado.

Até uns 20 anos atrás, quando o PC começou a se popularizar, grandes empresas mantinham big servidores, os mainframes, que eram acessados por terminais burros dos funcionários. O terminal burro era um equipamento bem básico, ligado em rede ao todo-poderoso. Tudo o que precisava estava lá. Esses terminais, muitas vezes, nem tinham disco rígido - era um kit de monitor, teclado e processador. Mouse? Hehehe...

Com a onda dos PCs, os terminais burros perderam sentido. Era muito mais prático deixar os aplicativos instalados nas máquinas dos usuários, ainda com algum acesso a bases de dados centralizadas no servidor. E assim se passaram 20 anos.

Agora, a situação começa a mudar. Os programas instalados nos PCs não nos bastam. As bases de dados em servidores também não, se tornaram pequenas quando comparadas à web. A rede funciona como um imenso disco rígido, onde podemos buscar praticamente qualquer coisa. Mesmo assim, as pessoas continuam comprando equipamentos domésticos ou profissionais aptos à instalação de mamutes como o Office, Corel Draw, Photoshop etc, que consomem toneladas de memória e processamento, exigindo máquinas mais potentes, que permitem a criação de softwares maiores, que precisam de máquinas mais potentes.

A pergunta é: pra que tudo isso? Alguém usa mais de 10% dos recursos do Word? E do Access, quantas pessoas usam mais de 1%? Photoshop, na maioria das vezes, só é usado para tirar olhos vermelhos de fotos digitais.

Nesse ponto voltam à cena os velhos terminais burros.  Quando for comprar seu próximo, ou primeiro computador, considere a possibilidade de uma máquina mais simples, mais barata, e direcione a maior fatia do investimento para uma conexão de qualidade, seja por cabo ou telefone. A chave para essa possibilidade está nos softwares online, base da internet 2.0. É possível encontrar na rede tudo o que se precisa para um uso médio de informática, desde processadores de texto a editores de imagem, incluindo espaço para armazenamento de dados. Melhor: quase sempre de graça.

Você escreve o texto e manda para o destinatário, que poderá apenas ler como também editar. Tudo online. Pense também na economia de papel. Se for preciso guardar alguma coisa para referência futura, os webmails gigantes resolvem o problema, economizando disco rígido.

Hoje, mesmo sendo heavy user de internet, meu equipamento custa muito menos de R$ 2 mil.  No lugar do 1GB de RAM, 256MB resolvem, o suficiente para rodar um sistema operacional.  No lugar de um processador de 2.4 Mhz, o de 1 Mhz resolve.  O disco rígido de 100GB, que ficaria entulhado de fotos, cópias de fotos, vídeos e músicas, pode guardar o sistema e algumas coisinhas estritamente pessoais com 40GB. O resto vai para a rede, com toda segurança.  Quer dizer, um terminal praticamente burro, ligado à toda poderosa internet.

Só o que não dá pra abrir mão, ainda, é o monitor.  Um de 17 polegadas, LCD, com caixas de som embutidas, é a opção mais vantajosa no momento. Mas meu sonho é não precisar nem dele, coisa que está prestes a se realizar.

Como? No próximo post...



Escrito por Roberto Moreno às 21h28
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Alguns aplicativos online

Todos grátis:

E, no lugar da antiquada Barsa em CD, experimente consultar a Wikipedia... ;)



Escrito por Roberto Moreno às 21h24
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Divulgue suas idéias num blog, sem gastar nada

Há algum tempo, o escritor que quisesse divulgar seus textos precisava datilografar os originais e distribuir cópias mimeografadas ou xerocadas para os amigos. A quantidade de cópias era limitada ao que seu bolso permitia. Se tivesse condições, poderia tentar algumas editoras e esperar por meses até que uma delas, ou nenhuma, resolvesse publicar um livro.

Hoje a tarefa se tornou muito mais fácil e barata, até de graça.

O segredo está nos blogs: sites na Internet em que qualquer pessoa, sem qualquer conhecimento técnico, pode escrever o que quiser e publicar imediatamente. A quantidade de leitores depende exclusivamente do interesse despertado pelo texto. Geralmente, um blog começa com até 100 visitantes mensais e há casos no Brasil de blogs literários que já passam de 100 mil leitores fiéis. Vários desses blogs chamaram a atenção de editoras e também se transformaram em livros.

Além de literatura, a facilidade dos blogs também dá voz a quem quer divulgar notícias, discutir as questões de sua comunidade, transmitir conhecimentos específicos ou apenas manter um diário online, que foi como tudo começou.

Para começar um blog, só é preciso ter acesso a um computador conectado à Internet e um e-mail. No centro de São Paulo, na Galeria Olido, há um telecentro que oferece acesso gratuito mediante agendamento. Também existem telecentros comunitários em diversos pontos da cidade e centenas espalhados pelo País. A tendência, com o barateamento da tecnologia, é que, em breve, cada bairro tenha seu ponto de acesso gratuito.

Abaixo, vai um roteiro para a criação de um blog, sem custo algum. Este é apenas um exemplo, usando um provedor brasileiro, mas há milhares de serviços similares na rede. Procure o que achar mais conveniente.


. Entre no endereço http://blog.uol.com.br
. Clique no botão "Criar um blog agora"
. Na página seguinte, quem não tem e-mail do provedor, pode clicar em "Criar o meu blog grátis agora"
. Preencha o formulário, assinalando a opção "Quero criar um e-mail grátis de 1GB"
. Em seguida, você escolherá o endereço do seu blog e poderá começar a publicar.

Deixe suas dúvidas e sugestões para esta coluna nos comentários.

Aqueleabraço,
Moreno



Escrito por Umbigo da Rede Ltda às 09h49
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Leia matéria sobre um blog que virou livro

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    21/11/2005 - 18h42


  • Escrito por Umbigo da Rede Ltda às 09h47
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    Escrito por Umbigo da Rede Ltda às 09h44
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    Escrito por Umbigo da Rede Ltda às 09h39
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